Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Por ordem de ideias...

Há meninos bonitos. E depois há o Misael, a Biggy e o Eli...

(2010 - Misael no Verão em casa; Abigail e Eli na passagem de ano no CBE)

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Season greetings...

Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Uma nova vida

Passou tempo… muito tempo. Em abono da exactidão, pode dizer-se que passaram 149 dias julianos desde o nosso último post aqui no blog. São muitos dias. Foram muitas e diversificadas as reclamações dos nossos leitores que, não sabendo a que se devia tão pesado silêncio, se multiplicaram em contactos telefónicos e emails a pedir notícias e uma ou duas fotografias actualizadas.

Pois bem… o constante pressing funcionou e a dado momento o peso das exigências era tanto que sentimos o dever de voltar a dar sinais de vida aqui no nosso palco semi-virtual. E não foi fácil encontrar uma notícia digna de quebrar tão longo mutismo, de avançar com um anúncio á altura de tal responsabilidade e de, ao mesmo tempo, conseguir fazer frente ao furor das espectaculares medidas pró-família (e pró-qualquer pessoa) que o nosso governo tem anunciado.

Pensamos e pensamos, tudo no calor do Verão & tal, e depois de muitos brainstormings e outros jogos de entretenimento semelhantes, esboçamos finalmente a brilhante ideia: “E que tal se a gente em lugar de dar sinais de vida no blog der antes sinais de uma nova vida!?” A ideia pareceu-nos tão boa que pusemos logo pés a caminho... ou mãos à obra… ou isso.

Depois de tanta conversa, temos a anunciar…

Amigos & amigas… a família vai crescer!

Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Secret Spot

Invariavelmente os pensamentos e sonhos convergem para as recordações do Alexandre numa intermitência controlada pelas coisas que ligam a nossa vida à dele. Passaram 4 meses desde que nos separamos dele, mas parece que ainda foi este fim-de-semana que nos encontramos na esplanada do café a tomar pequeno-almoço e a falar da vida, a ver os meninos brincar e aproveitar a rara oportunidade de estarem juntos. As lembranças mais antigas, do tempo do skate e surf, das noites na casa do Avô, dos acampamentos, da escola e de tudo o resto, estão a uma vida de distância, mas ainda assim tão presentes como se fossem memórias de um passado recente.

A história do Alexandre não está consumada, nem nunca estará. É maior que esta realidade que nos rodeia e insiste em nos fazer acreditar que isto é tudo que existe.

Pensei estar longe o dia em que as perguntas sobre o primo Alexandre iriam chegar, mas o dia chegou e por várias vezes o Misael tem perguntado pelo papá do Rafa e pelo filho da Tia Lelé. Decidi por isso escrever uma história para um dia lhe contar. Bastou para isso passar uma noite a transcrever ‘algo’ que andava cá dentro desde o dia em que o Alexandre partiu.

É uma narração de um sonho, ou coisa do género, que dedico ao meu primo e a alguns grandes amigos do nosso grupo de surf dos tempos da adolescência. E por ser em memória do Alexandre, fica aqui disponível para todos. E fica também um agradecimento ao Manelito que, pelas suas dificuldades em perceber o porquê das coisas, me tem feito enfrentar as minhas próprias dúvidas e dificuldades.

Aconselho a fazer download do documento (necessário registar no Sribd) e, para quem puder, ler na praia… (e divulguem)

Secret Spot

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

* * * * * * * * * * * * 10 ANOS * * * * * * * * * * * *

O tempo passa, por vezes mais depressa, outras nem tanto, e tantas vezes sem se fazer sentir. Passaram 10 anos desde o dia em que transformamos a procura solitária da felicidade num empreendimento conjunto. Durante este tempo, modesto para alguns, espantoso para outros, abdicamos de algumas liberdades individuais e encontramos outras tantas. Ganhamos com a troca! Temos hoje mais do que alguma vez tivemos e do que poderíamos imaginar ter. Temos amigos e familiares que nos tem acompanhado neste percurso. Temos incontáveis memórias e histórias partilhadas. Temos três meninos bonitos e deliciosos. Temo-nos um ao outro. Temos um Deus para agradecer tudo o que temos. O resto é detalhes.

Os votos que trocamos, despojados dos habituais desejos frívolos contemporâneos, ecoaram as palavras escritas por S. João Crisóstomo no quarto século da nossa era:
“Tomei-te nos meus braços, amo-te e prefiro-te à minha própria vida. Porque a vida presente não é nada e o meu sonho mais ardente é passá-la contigo, de tal maneira que tenhamos a certeza de não ser separados naquela que nos está reservada.
Eu ponho o teu amor acima de tudo, e nada me seria mais penoso do que não ter os mesmos pensamentos que tu.”
Estes desejos faziam sentido na altura, e continuam a fazer sentido hoje.

Celebramos este dia lembrando o dia perfeito que foi o do nosso casamento, todos os dias que se seguiram até hoje, e todos aqueles que queremos que se sigam daqui para a frente.

Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Rumo a Fronteira

Faz algum tempo desde a nossa última crónica de família. Não temos andado esquecidos do nosso blog, nem perdemos o interesse nele ou nos nossos dedicados leitores. Se não estamos a escrever aqui é porque estamos a fazer outra coisa qualquer. É óbvio. E é interessante, porque entre as inúmeras tarefas que compõem o fazer outra coisa qualquer, figura o coleccionar histórias que depois são aqui relatadas. E neste momento são imensas e vão ser todas referidas. Mas uma de cada vez.

O primeiro episódio faz-nos voltar ao Domingo de Páscoa. Este ano decidimos passá-lo de forma diferente. Em conversa com amigos de Alcochete em Sábado de Páscoa, descobrimos que em Fronteira, bem lá no fundo do Alto Alentejo, estava a “acontecer” uma Feira Medieval. Sim… é verdade... mais uma! (já aqui narráramos aventuras temáticas semelhantes). Veio tudo a calhar, o bom tempo e a vontade de viajar e andar pelos espaços abertos do Alentejo.

Decidimos partir à (mini-)aventura e fazê-lo à boa moda antiga. Nada de GPS e auto-estradas. Foi mesmo a procurar no mapa e a trilhar as estradas secundárias, e uma ou outra terciária. E não foi preciso andar mais de 1 km – altura em que paramos para um pequeno-almoço bem servido – para perceber que não podíamos ter feito melhor. O dia prometia. E cumpriu!
O Alentejo é deslumbrante quando veste de Primavera, e o trajecto Alcochete – Moura – Avis – Pavia – Fronteira estava cheio dela. São inúmeras as surpresas naturais neste percurso, e a simplicidade da estética das típicas vilas alentejanas também surpreendeu algumas vezes.

E quanto à feira medieval? Era modesta e as personagens repetidas de outras feiras (cavalos, cavaleiros, damas e escudeiros), mas tinha uma atracção especial: a recriação de uma batalha em que meia dúzia de portugueses deu pancadaria da séria a milhares de espanhóis. Bem, talvez não seja esta a matemática exacta, mas é certamente o espírito. Ficamos surpreendidos pelas muralhas e castelo à passagem por Avis e esperamos igual ou melhor em Fronteira (afinal de contas tinha uma Feira Medieval). Desapontamento! Era apenas uma vila onde uma igreja com uma torre parecia ser a coisa mais medieval.

Digamos que a feira não foi de todo o momento alto da nossa pequena road trip. Mas valeu a pena lá ir. Nesta, foi mais interessante o caminho do que o destino. O Misael e a Abigail adoraram tudo, como sempre, e mesmo o Eli, sentado na sua cadeira voltado para trás, gostou da viagem. Para nós foi ainda mais intenso, porque além de tudo o que havia para ver, alguns elementos evocaram as memórias dos nossos tempos do Algarve.

E agora, para os que até aqui chegaram, fica a compensação visual. E fica também uma sugestão: á passagem por Pavia é fundamental parar no Solar D. Dinis para almoço...

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Hoje a mamã faz anos...

... e celebramos o aniversário com um belo almoço no restaurante panorâmico do El Corte Inglés.

Fãs do F. Lipe

Quem aqui lê sabe que aqui há de tudo um pouco. Tal como na vida. E como na vida, lá vem doses de alegria e tristeza em intervalos mais ou menos regulares. Não é uma coisa de ciclos de karma, ou yin-yang, ou ping-pong. É mesmo a vida.

E desta vez a vida trás coisas divertidas. Directamente do Facebook, essa espécie de vida paralela, onde maior parte das pessoas são agricultores e passam o tempo a plantar couves, criar galinhas e ordenhar vacas. Mas também nesta semi-vida na nuvem, volta e meia lá vem coisas que vale mesmo a pena ver, ou neste caso, aderir.

Recentemente, um grupo de "moças" criou um clube de fãs (ou será fãns!?) de um grande vulto da música portuguesa. Nada mais, nada menos que o Filipe Lipe! E porquê? Não sabemos ao certo, mas podemos avançar com umas sugestões.

Os dedos do Lipe fazem música em tudo o que tocam. Tem 20 anos e toca como se tivesse 20 dedos. Em cada mão! O Filipe Lipe respira sustenidos. O relógio dele mede o tempo em compassos. As teclas do telemóvel são pretas e brancas. É amigo do seu amigo e do amigo do seu amigo, e ainda mais amigo da sua amiga e das amigas dos seus amigos e amigas. Mistura a presença de um Michael Bublé, o ritmo de um Ricky Martin (pré fuga do armário), o talento de um Phil Keaggy, está a desenvolver a criatividade de um Andrew Peterson, e vai atingir o nível de um Michael Card. Merece um clube de fãs e outro de fás, sustenidos, bemóis, maiores e menores, suspensos, com quartas e nonas.

O Lipe merece a nossa adesão (ou aderência!?) aos fãs do Filipe Lipe no Facebook. Não por ser um primo – e vamos lá de apoiar a família – mas pela persona que é! O Lipe tem bom coração – que bate em staccato – e nos nossos dias isso é coisa rara. E quem o tem merece um clube de admiradores, mesmo que grande parte deles sejam agricultores e passem o tempo a plantar couves, criar galinhas e ordenhar vacas.

Para promover a causa, contribuímos com um logótipo criado, a nosso pedido, pelo ilustre Nelfo das Produções Pulhas. Junto com este ficam duas imagem de outros tempos (2004 & 2005!!). Quem quiser ver mais - porque há muito mais! - terá de se tornar fã (ou fân!?) no Facebook (com opção de se tornar também, ou não, um agricultor virtual e passar o tempo a plantar couves, criar galinhas e ordenhar vacas.

Go Lipe! Go!!

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

3 of a kind

Quinta-feira, 25 de Março de 2010

Nasceu um novo dia

Ontem nasceu o Gaspar. E o nascimento do Gaspar foi como o romper da aurora depois de uma noite longa e escura. O Gaspar foi recebido com lágrimas de alegria e de saudade. A chegada do Gaspar não compensa a partida do Alexandre. A chegada do Gaspar celebra a vida do Alexandre; é o testemunho de um amor que é tão forte como a morte.

Este post, ainda que aberto a todos, destina-se exclusivamente aos primos & primas.

Fizemos um voto quando nos despedimos do Alex. Prometemos cuidar da Gi, do Rafa, da Safi e do Gaspar. Foi uma promessa de amor, pelo Alex e por eles. Vamos fazer TUDO para a cumprir, e dar TUDO que ela assegura. Esta é a melhor forma de honrar o nosso primo e celebrar a sua vida.

Terça-feira, 23 de Março de 2010

“A Primavera chegou” & outras descobertas semelhantes

E chegou a primavera, e o melhor tempo, e as flores que aparecem por todo o lado, e a vontade de não ficar em casa parado, e a esperança que as tosses e ranhos e coisas do género desapareçam milagrosamente até ao Outono.

Marcamos o início oficial desta temporada com uma visita ao Avô David que estava no Cartaxo a desempenhar, entre outras, as suas funções de construtor/vendedor/pagador de almoços. Esta é a melhor altura para viajar pelo campo e sentir a aragem fresca entrar pela janela da viatura em andamento. E a viagem Alcochete - Cartaxo (ida e volta) foi rica nesses momentos. A fugir aos habituais programas de fim-de-semana, o Misael e a Abigail tiveram a exclusiva oportunidade de visitar o apartamento T2 modelo da obra do Avô & Tio Josias, e opinar sobre a escolha de equipamentos de cozinha e azulejos. Bom gosto! Grande dia!

Mas o advento da Primavera não se ficou por aqui em coisas novas. Como se sabe, assim que a temperatura lá fora aumenta e o sol espreita, as janelas de casa abrem para o ar limpo entrar e encher as 4 assoalhadas de pólenes e outras partículas de igual dimensão. E volta e meia lá entram também umas aranhas, mosquitos, ninfas, efémeras & outros bichos alados, mais ou menos esquisitos, que habitam o pomar em frente a casa e/ou vem de outras paragens mais exóticas como a Terra do Nunca, um pouco mais para sul.

E desta vez é que foi. Sem ninguém dar conta, entrou assim uma espécie de bicho voador em estilo de fusão borboleta – traça colorida – pirilampo – besouro, mas de proporções consideravelmente mais generosas. Pousou no sofá e em menos de nada já estava a emitir ruídos de aviso.
Só houve tempo para tirar algumas fotos antes de tal bicharoco desaparecer em direcção à parte incerta de onde veio. Mesmo sem prestar muita atenção aos detalhes, podemos afirmar com certeza que é uma espécie nova para a ciência. E nós somos biólogos e sabemos do que estamos a falar! Agora com as imagens processadas iremos proceder calmamente á catalogação de tão singular espécie.

Para que ninguém duvide que isto é mesmo verdade – e porque é!, – ficam aqui as imagens como prova.

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Uma novidadezeca

Serve a presente para informar que, a partir deste exacto momento, passa a figurar um blogroll no painel lateral direito do nosso blog. O blogroll é um rolo de blogs, mas assim mais para o desenrolado e estendido ao comprido na vertical.

Avançamos com 3 sugestões de paragens neste roteiro de viagens virtuais, todas elas de familiares próximos: o blog da Gena, que é como quem diz, Cenas Minhas (ou coisas dela), o blog do André & Ana (o meu primeiro blog do André & Ana) e o blog dedicado ao Avô Mateus - já um êxito nacional, internacional e extra-mundial, - escrito por um ou vários netos (ultimamente tem-se escrito sozinho).

Há espaço para mais blogs merecedores de figurar nesta lista. Aceitam-se sugestões...

Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Estranhas coisas acontecem…

Todos sabemos como os dias festivos são propensos a inesperadas manifestações de natureza mais ou menos transcendental. E o casamento da tia Lídia e o (agora tio) Coutinho não foi excepção.
Tentamos aguentar o relato de tão surpreendente acontecimento até ter fotografias a comprovar, mas como estas ainda não chegaram, e o tempo vai passando, temos mesmo de fazer uma menção honrosa ao dia e aos seus celebrantes.
Foi um casamento do MELHOR que se faz por cá e pelo estrangeiro! Entrada reservada única e exclusivamente a familiares de grau 1 (irmãos, filhos, pais, primos e do género), cerimónia privada numa quinta, traje a rigor, comida gormet, e ambiente refinado de gestos, posturas e conversas da mais pura classe. E é por causa desta classe que esta entrada antecedeu a das fotos do evento.
Há alguns dias deu entrada na rede social da moda - o Facebook, o maior repositório de “lixo” virtual do hiper-mundo - uma fotografia que rapidamente se tornou num sucesso internacional. (E são estas fotografias que ainda dão algum crédito ao Facebook.)
A fotografia em questão, apanhada por um Senhor das artes gráficas – o primo Ricardo – congelou um dos momentos de classe da festa. São outros três os primos que nela figuram, Xico, Kagalu & Lipe (por ordem quase cronológica de aparição neste mundo), e emanam a boa atmosfera que pairava no ar saturado de alegria do dia quase terminado.
Os tipos são lindos, todos eles, a posse é espontânea e o à-vontade inspirador. Foi um daqueles momentos raros que apenas o fotógrafo tem o previlégio de testemunhar. E captar num fotograma. Para deleite de muitos decidiu partilhar a fotografia.
Em modo de elogio a todos os intervenientes, artista & modelos, fica aqui para memória futura.

"Estranhas coisas acontecem"
Nocturno de Ricardo Mateus

Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Quem é quem?

Onde está o Eli e onde está o Misael?

Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Semi-breves #1

  1. O Eli dormiu quase 12h seguidas, numa directa que começou por volta das 20.30h e só terminou em torno das 8.30… 8.30… 9… 10… 11… é só fazer as contas. Atingiu-se assim uma nova marca na meia-maratona do sono, deixando para trás o anterior recorde de quase seis horas seguidas. Só é pena o mesmo tempo não ter sido alcançado na noite seguinte…

  2. Vamos amar o nosso Eli!!!”, disse o Misael ao abraçar generosamente o irmão que brincava no seu colo.

  3. (depois da leitura de um livro sobre higiene para crianças)
    Mamã: Então como se chamam aqueles bichinhos pequeninos que podem andar no cabelo e dão muitas comichões?
    Biggy: hum…….... não sei.
    Mamã: Piiiiiii….
    Biggy: Piiiii…. ínguins!!!!

Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Ashes in the Sea

Faz hoje um mês que um pequeno grupo se juntou na praia de Cortegaça para uma breve e íntima cerimónia de despedida. No paredão que corta a baía, acima das tempestuosas ondas, banhados por uma luz quente de fim de tarde, entregaram ao vento frio de norte e ao imponente Atlântico os fragmentos de uma memória.
Para esse pequeno grupo fica esta composição.

Antoine Dufour - Ashes in the Sea

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

A nossa Biggy

Após uma longa espera a nossa Biggy reclamou para si o cumprimento da promessa de ir para a escolinha do mano. Embora a vaga tenha aberto em Janeiro, os eventos do mês passado evitaram o regresso da família a Alcochete, e a Biggy teve de esperar um mês extra pela tão ansiada oportunidade. Mas eis que o tempo chegou e a Biggy lá teve o seu momento de ingresso no mundo do ensino pré-escolar privado (talvez não seja esta a designação correcta, mas é esta a ideia).
Hoje é o culminar de uma semana seguida neste novo regime e pede a ocasião um breve relatório da experiência. E aqui vai, devidamente alinhado em tópicos, dispostos por uma qualquer ordem que não a de importância:
  1. Os primeiros dias foram um pouco difíceis, sobretudo na hora da despedida e nos instantes pré-sesta. “Dormir na escolinha é muito chato!!”, explicaria a Biggy mais tarde aos papás;
  2. Daí para a frente foi sempre a andar. Já nem é preciso insistir para ficar. É um tal de correr para ir discutir com os coleguinhas o plano de trabalhos do dia;
  3. Tosse e corrimento nasal ao fim do dia 2 (que aqui por estes lados se tratam com antibiótico);
  4. Já ouvimos umas quantas vezes: “A Biggy foi uma das meninas que mais facilmente se adaptou.
Resumindo, foi uma adaptação suave… para a Biggy e para o Misael, que partilha agora a alegria de ir para a escola com a mana. Como um verdadeiro irmão mais velho, foi explicando à Biggy a mecânica dos horários e das tarefas, e faz sempre questão de levar a irmã à sala, de onde só arreda pé quando percebe que ela está bem entregue.
E nunca mais se ouviu dizer que “a escolinha é muito chato!!

Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Até breve...

Quando este blog foi criado tinha a elementar aspiração de dar informação a familiares e amigos sobre a nossa pequena família. Ainda que o blog tenha fugido um pouco desta linha traçada originalmente, a intenção continuou a ser a mesma e a assentar num fundamento: que toda a informação seria boa e digna de ser anunciada. Um fundamento profundamente simples; E profundamente errado.
Infelizmente nem tudo que a vida tem para oferecer é bom. E nós sabemos isso. E fingimos não querer saber, como se isso afastasse problemas e contratempos. Mas por vezes a realidade interrompe o nosso sono de negação e lembra que os maus momentos também fazem parte do percurso. Tal como as más notícias.
Esta é uma má notícia. Uma triste notícia. Perdemos o nosso primo Alexandre.
Os detalhes são escusados para aqui e não quero sequer dedicar mais uma linha à sua perda. É uma desafiadora atitude de desrespeito pela Morte e insubmissão insultuosa ao medo com que ela prende quem não tem esperança ou certeza além da breve passagem por esta realidade imperfeita.
Quero antes dedicar as poucas palavras a tudo que ganhei com ele, a celebrar a sua vida, a elogiar as suas qualidades. Este é um tributo que merece infinitamente mais do que posso aqui oferecer, mas nem por isso hesito em fazê-lo.
O Alexandre viveu! Enfrentou corajosamente obstáculos que fariam paralisar de medo muita gente, debateu-se com problemas que exigiram todas as suas forças, perdeu muitas lutas pessoais e ganhou outras tantas. Apesar de todas as dificuldades que enfrentou ao longo do seu percurso, nunca deixou esmorecer a tenacidade de ser feliz. Sempre se esforçou em não permitir que as suas falhas lhe roubassem a dignidade. O Alexandre foi um bom filho, um bom irmão, um bom primo, um magnífico amigo, e conseguiu também ser um excelente pai.
Crescer ao seu lado foi uma aventura e um privilégio. Ele foi ao mesmo tempo um primo, um irmão mais velho e um melhor amigo. Andamos por todo o lado de BMX e skate, construíamos rampas, surfamos ondas medonhas e teimamos em esquiar pistas impossíveis. Passávamos horas dentro de água a surfar com a mesma satisfação que as passávamos a falar pela noite dentro em casa do Avô Mateus. Ele era radical e tinha estilo. Era inspirador. Tinha um sentido de humor único e uma boa disposição contagiante. Foi a companhia perfeita ao longo dos atribulados anos da adolescência.
Durante muito tempo o Alexandre esteve no centro do meu mundo. Ele está em todas as boas recordações que tenho desses tempos. E embora o rumo das nossas vidas tenha conseguido quebrar alguns dos laços de cumplicidade que nos uniam, os laços de amor permaneceram inquebráveis.
Na noite de Natal o Alexandre andou com o Eli ao colo durante muito tempo. Por um instante, no meio das habituais brincadeiras, cruzaram um olhar e esboçaram um sorriso perfeito. Estava a vê-los ao longe. Por algum motivo aquele momento marcou-me. É a última imagem que tenho dele. É irrepreensível.
Ainda crianças abraçamos juntos a fé num Deus de Amor, num Jesus que venceu a morte e nos garantiu acesso a esse Deus, na certeza de uma vida que se estende pela eternidade. E por isso não fica aqui nenhum “adeus” ao Alexandre, nem o desgraçadinho “até sempre”, ou qualquer outra coisa que sugira uma separação final.
O nosso último encontro foi breve e dramático. Dei-lhe a mão, passei-lhe os dedos pelo cabelo, beijei-o e segredei-lhe ao ouvido umas palavras. E são essas que aqui ficam...

Amo-te... Até breve…


Em cima: Piscina de saltos em SJM, depois de uma sessão de skate. Final da década de 80 (da esquerda para a direita: Marcelo, Ricardo, Marcos e Alexandre) / No meio: Férias de ski em Grau Roig, Andorra (1990?) / Em baixo: Início de tarde em Esmoriz, depois de uma manhã intensa de Surf (1991?)

Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Memórias de outros tempos

A coisa começou em 1993, num fim de tarde do inicio de Outono, quando um grupo de desconhecidos apanhou boleia numa carrinha suspeita de uma estranha, para uma curta viagem de um pólo universitário perdido no meio de um pinhal, até à cidade mais próxima situada alguns quilómetros a oriente.
Nada mais do que o destino fez aquele grupo de jovens, acabado de transpor a barreira da maioridade, entrar naquela carrinha. Longe estavam de imaginar que aquela viagem, que pensavam ser curta, ia afinal estender-se por anos. Marcos Mateus, Luis Dias, Zé Xavier… Arrumadas as apresentações, era tempo de saber as origens de cada um. E assim, uma vez iniciada a conversa, nunca mais acabou. Prolongou-se pelo jantar na cantina, pela noite dentro, pelos anos de universidade, e ainda está longe de terminar. Unidos no desejo de conhecer os mistérios dos oceanos, havíamos sido atraídos até à Universidade do Algarve e ao fascinante curso de Biologia Marinha e Pescas.
Começamos por partilhar uma boleia e, em menos de nada, partilhávamos a casa, o carro, as bicicletas, os apontamentos, os segredos e a vida. A Sandra veio enriquecer a mistura quando entrou para a universidade dois anos mais tarde.
Era outra década, outro século, outros tempos. Mas nós éramos os mesmos. Continuamos a ser os jovens semi-inconscientes do tempo da universidade, só que agora temos uma vida mais cheia. Continuamos interessados nos mistérios do mar, mas também temos grande interesse nos mistérios da vida familiar.
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Na semana passada o Luis veio até Alcochete fazer-nos uma visita. Com dois meninos pequenos, o André e a Júlia, e com a agenda cheia típica de quem passa pouco tempo fora do Arquipélago da Madeira, teve ainda assim forças e coragem para vir até nós. Passamos o pouco tempo disponível em conversas interrompidas por cinco pequenos seres que não paravam quietos ou calados, tal como convém às crianças de boa saúde física e mental. Ainda assim foi um jantar soberbo, não tanto pelo menu, mas antes pela companhia. Acusamos a falta da Catarina, retida no Arquipélago por causa do trabalho, e logo ali encontramos uma justificação mais do que justificada para marcar um novo encontro. Curiosamente, as nossas crianças parecem sofrer do mesmo mal que os pais. Em menos de nada pareciam ser amigos de sempre. Houve uma clara afinidade entre o Misael e a Júlia, e o André e a Abigail, o que nos desenhou um sorriso e nos levou a equacionar o futuro.
Estar com o Luis é celebrar um passado cheio de boas memórias, de conversas a perder pela noite, do vento quente do sul e da maresia, de aulas fascinantes e outras nem tanto, de longas viagens de descapotável até ao Algarve e de volta, de passeios pela Ria Formosa, de milhares de fotografias batidas, do filme ”Mediterrâneo” e de outras tantas coisas que jamais serão esquecidas. Lembrar a nossa vida com ele é como recordar um longo e agradável dia de verão. A nossa relação de anos com o Luis fez dele um dos amigos da nossa vida e uma parte importante dela. E foi por isso que há quase dez anos atrás lhe pedimos que nos desse a honra de o ter como “menino” das alianças no nosso casamento.
Os anos passam e a distância separa-nos, mas a amizade mantém-nos presos com laços que unem o espaço e o tempo. Faz agora 16 anos desde o dia em que uns quantos desconhecidos entraram numa carrinha para uma viagem curta. Longe estavam de saber o que o destino lhes reservava.
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Lembro-me da primeira viagem que fiz para Faro. Tinha dezoito anos acabados de fazer e boas expectativas face ao destino incerto na universidade. Com a ousadia típica da idade, um claro efeito secundário da árdua transição da adolescência para a juventude, pedi a Deus uma coisa: bons amigos para os tempos vindouros. Com a sua habitual extravagância, Ele falhou em responder ao pedido. Em lugar disso, deu-me outra coisa melhor: os melhores amigos.

Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Noite de Cinema

Foi uma daquelas noites especiais em que o habitual enquadramento de uma educação ponderada e responsável é temporariamente suspenso em função de um ideal que nem sempre é o mais indicado. Mas pelo menos soube bem e foi por uma boa causa. Não poderíamos festejar a visita da Sibila e da Rosa de outra forma. Depois de um longo dia a fechar uma longa semana, decidimos fazer uma noite de cinema lá em casa. E para isso só foi preciso um filme (para crianças, obviamente), cachorros, batatas fritas, umas garrafas de coca-cola (água para os meninos), gelado para sobremesa (sem lactose para o Misael) e pipocas. Começam a perceber a tal coisa do enquadramento?!?!

Sentados no chão da sala, devoramos tudo a que tínhamos direito e ainda pedimos por mais, que também veio. Deu para ver o filme e pôr a conversa em dia, que entretanto tinha acumulado desde a última visita (como aquelas toneladas de roupa por passar que se vão acumulando). A fechar este programa especial, as visitas tiveram a honra de contar a história da noite ao Misael e a Abigail. Com os meninos já a dormir, a noite continuou. Havia ainda muita conversa para passar a ferro….

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Dias de chuva

Com a entrada em força do Outono vêm os longos dias de chuva. E com estes a reclusão domiciliária que, entre outros efeitos secundários, estimula a criatividade no que toca à ocupação de tempos livres. Numa perspectiva de troca de experiências (ou truques, como os progenitores de famílias grandes as chamam), ficam aqui algumas sugestões que nos ocuparam o dia chuvoso de Sábado.
  • Pintar os meninos
  • Convencer os meninos a serem fotografados
  • Tirar fotografias
  • Ler histórias
  • Tirar mais fotografias
  • Dormir uma boa sesta
  • Pintar embalagens do IKEA
  • Mais umas fotos
  • Desarrumar a casa e optar por uma arrumação diferente
No meio disto tudo aconselhamos dar almoço e alguns lanches. Para quem tiver interesses mais gráficos, encontra aqui mais fotos.

Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Memórias do Avô Mateus...

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Fez um ano que o Avô Mateus partiu e este slideshow é só para celebrar a sua vida. Relembrando um pensamento de infância, comum a todos os netos, deixo aqui umas breves palavras: O Avô Mateus era o maior!
(há por aí quem ande a escrever um livro sobre ele. Quero ser o primeiro a ler!! Por agora vou seguindo em http://arvoredevida.wordpress.com/)

Música de fundo: "Don't take me far from home" de Fernando Ortega

Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

O nosso Eli

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Figuras de estilo

O Misael disse à mamã que quer ir à biblioteca comprar um caderno para o papá, porque o papá gosta muito de desenhar letras…
Não deixa de ser uma amável descrição das manias de escritor do pai. Tão pequeno e já domina as metáforas tão bem. Não tarda nada está a escrever melhor que o papá.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Mobile Photos #1

Alguns momentos da nossa vida durante o último ano e qualquer coisa, através da lente do telemovél do pai. Mais mobile photo imagens, essas sim bastante melhores, podem ser vistas aqui, tiradas pela mamã que tem um melhor telemovel e muito mais vocação para a fotografia jornalistica.




Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Thank you Ahmet!

A 150 km/h ride from downtown Athens to the airport, a really nice talk on the back of a cab about God, science, life, family, present, eternity and how the Greeks really love to fly the highway on the fast-lane... and a friendship was born.
At the end of the ride, my new friend from The City (a.k.a. Istanbul) surprised me with a gift for Misael, Abigail & Eli. Last night we sat in the kitchen floor and just indulge ourselves with the finest Belgium chocolate. Now the kids want to meet Ahmet to say “Thank you!”

Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Mas o que é isto?

E a pedido de muitos, e mais algumas ameaças, aqui está o menino. Será redundante dizer que é lindo. Um dia teremos aqui uma fotografia da mamã com a mesma idade. Vai ser interessante...

Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Até que enfim...

Já era tempo, pensam alguns, talvez os mesmo que nos ameaçaram que se não houvessem notícias no blog em poucos dias, a coisa ia ficar feia. A malta do norte parece ter pouca apetência para a postura de espera silenciosa. Os do sul, embora com mais alguma paciência (ou talvez inércia disfarçada de calma), também não ficam muito atrás no que toca aos ameaços. “Ouve lá! Olha que aquilo é para pôr lá fotografias e coisas! Que andam a fazer? Já lá não tem nada novo faz meses!!”. É desta forma afectiva que comunica o pessoal da capital e outras paragens igualmente exóticas.

E assim, para agradar a gregos e troianos, padrinhos e alentejanos, cá está finalmente a tão desejada notícia. Vamos começar da melhor forma. Então é assim:

As férias decorreram sem incidentes e distribuíram-se por Alcochete, S. João da Madeira, Esmoriz e Furadouro. Emocionante ou quê? Nada de Algarve e outros destinos no estrangeiro. Foi tudo mesmo aqui em Portugal, sobretudo no norte, onde a água do mar é mais fria, a nortada mais intensa, a areia tem maior calibre, o sol morde de mansinho e onde Portugal é mais Portugal. All quê? Garbe? Quem quer saber disso?

Aparentemente o Misael quer saber disso porque pediu o tempo todo para ir para o Algarve. Mas como explicar ao pequeno que a actual conjuntura não é propícia a determinados empreendimentos? Valeu a semana em Esmoriz para o fazer esquecer tudo o resto. Esta foi, como vem sendo nos últimos anos, a melhor semana do ano. Amigos, descanso, praia, passeios, meditação, longas conversas… e muita criançada e tempo de brincadeira. E este ano, com a ajuda das TRE-girls a coisa andou de patins. As TRE-girls (não confundir com three-girls) ajudaram a olhar pelos meninos e tornaram-se as amigas de eleição. Obrigado Telma, Ritinha e Eunice…

Entretanto, a Abigail desenvolveu os seus talentos para a conversa e é agora senhora de um impressionante reportório de termos e conceitos. Para os educadores fica a dica… é o resultado da atenção exclusiva da mãe. Os mais atentos estão agora a pensar: exclusiva? E então o Eli? Ele também leva atenção exclusiva. Por aqui as coisas são assim. A mãe é capaz de dar atenção exclusiva a dois ao mesmo tempo. Parece um paradoxo? Pois parece.

Há ainda a salientar o animado aniversário do Misael que juntou família e amigos no parque, numa agradável tarde de verão. Como sempre, estas festas dão excelentes fotografias e por isso deixamos aqui duas tiradas pelo Fred, o padrinho do Misael.

Muito mais há para contar mas ficará para a próxima. Resta dizer que o Eli está enorme e o facto de não ter fotografia agora é simples. Ele duplicou de volume desde a última fotografia que tiramos e por isso vamos ter de tirar uma nova para partilhar. A título de curiosidade, as cólicas persistem e há dias que juramos que até pioram.


Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Pequenas surpresas


As férias não podiam ter começado melhor! Logo nos primeiros dias tivemos uma visita inesperada e admirável. Directamente da Alemanha – via Porto – chegou a Sibila acompanhada por um surpreendente bebé luso-germânico, o Lucas, também conhecido como “o pequeno Fritz.” O moço é lindo e fez-nos logo pensar num arranjinho para a Abigail…
Passamos o dia todo a trocar experiências da nossa recente condição de progenitores (como se fossem cromos de colecção), a falar da vida e do passado recente, a lembrar o passado menos recente e disfrutar o simles prazer da companhia.

Alguns dias têm a particularidade especial de serem bons e este era um desses. Olhando pelo lado inverso para um dos corolários da Lei de Murphy, pode-se dizer que nunca nada está tão bem que não possa ficar melhor. E foi precisamente o que aconteceu quando a meio da tarde recebemos uma inesperada chamada telefónica de umas amigas que andavam “ali pela zona” e planeavam fazer-nos uma visita. Sorte grande duas vezes no mesmo dia!! As amigas eram a Rosa e a Claudia que dançavam por S. Pedro do Sul os ritmos do mundo no Andanças. Depois de uma longa e sinuosa valsa pelas estradas secundárias do trajecto S. Pedro do Sul - Vale de Cambra – SJM, lá chegaram mesmo a tempo de poder dar um beijo de despedida à Sibila e ao Lucas (ou ”pequeno Fritz”).

Cansadas das danças e andanças, acabaram por jantar lá em casa, o que muito agradou a todos, sobretudo ao Misael e à Abigail que não as largaram de mão um segundo. Quando tudo parecia acabado ao final da noite, ainda houve oportunidade para explicar à Claudia & Rosa que fazer uma viagem de 3 horas até Lisboa não seria a actividade mais interessante para aquela hora da noite. E sem muita contenda, decidimos que o melhor para elas era mesmo ficar connosco e aproveitar o descanso que o nosso sofá-cama, especialmente idealizado e adquirido para este fim, tinha para oferecer. Resta dizer que na manhã seguinte fomos todos tomar um longo pequeno-almoço ao centro, onde conseguimos experimentar quase todos os bolos que a casa tinha para oferecer. E eram dezenas. Os que não foram saboreados no momento, e as broas e fogaças, foram devidamente acondicionados em embalagem próprias para transporte até à capital (onde a doçaria é uma ciência ainda em estado incipiente).

Depois destas surpresas inesperadas, que nos garantiram certamente um dos momentos altos do nosso Verão, ficamos a pensar nas coisas simples da vida e outra vez chegamos à inevitável conclusão: haverá algo melhor que estar a beber chá e a falar com os amigos pela noite fora?

Ficou a promessa de voltarem um destes dias.